De acordo com o Censo da Educação Superior 2017, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), havia 10.779 milhões de vagas de cursos de graduação em todo o Brasil naquele ano, fora as vagas de pós-graduação, mestrado, doutorado e afins. E, para preenchê-las, muitas pessoas recorrem a uma moradia estudantil.

Esse tipo de residência é a solução para quem mora longe da instituição de ensino. Basicamente, existem três opções de moradia estudantil: repúblicas, pensões ou imóvel para morar sozinho. Cada uma tem os seus prós e contras, que devem ser considerados na hora da escolha.

O que é uma república estudantil

É uma casa ou apartamento alugado e compartilhado pelos estudantes da mesma faculdade ou curso. Quem opta pela república como moradia estudantil tem a vantagem de gastar menos com as despesas da casa, que serão divididas entre todos os moradores. Além do mais, ao compartilhar a casa com outras pessoas, há a possibilidade de aumentar o seu círculo de amizades.

Por outro lado, há a falta de privacidade. É preciso tolerância para lidar com os comportamentos e hábitos diferentes dos seus. Regras de convivência são essenciais e precisam ser criadas e seguidas por todos os moradores. Estar em uma república também exige mais responsabilidade com as finanças, já que atrasar a sua parte do pagamento de uma conta pode comprometer a todos.

Como funcionam as pensões para estudantes

Diferente da república, a pensão é administrada por um proprietário, que pode morar ou não no local. Há opções apenas para homens, apenas para mulheres e acomodações mistas.

É uma moradia que pode oferecer mais privacidade, já que os quartos costumam ser individuais ou compartilhados com menos pessoas do que em uma república. Pensões também tendem a ter os cômodos mobiliados.

Os custos desta moradia estudantil, contudo, são maiores do que os das repúblicas, além de ser necessário seguir as regras e determinações dos donos do imóvel.

Vale a pena morar sozinho?

Morar sozinho em uma casa ou apartamento (que também pode ser flat, loft, kitchenet ou estúdio) tem como principal vantagem a privacidade total. O estudante decide como cuidar do imóvel e sobre a própria rotina. Além disso, há mais tranquilidade para estudar.

A privacidade tem um custo, o mais elevado entre as opções citadas. Também pode ser considerado como um ponto negativo o fato de estar sozinho, o que pode ser complicado para quem está longe da família. É preciso responsabilidade com as despesas, já que não haverá outras pessoas para lembrar você de pagar esta ou aquela conta.

Como buscar uma moradia estudantil

Você deve mirar os arredores do local da instituição. Também é possível buscar em sites, aplicativos ou mesmo pedir ajuda de outros estudantes ou da própria universidade.

Seja em repúblicas, pensões ou moradias individuais, as que estão localizadas mais próximas às faculdades, centros universitários e universidades costumam custar mais caro, justamente porque exigem um deslocamento menor do estudante.

Quando o orçamento impede de bancar o preço das moradias próximas, procure por imóveis que, apesar de distantes, podem ser acessados facilmente de bicicleta ou transporte público.

Em qualquer uma das moradias, antes de fechar negócio, é preciso analisar o contrato de locação com cuidado: “O documento deve ter uma boa redação contratual, que prevê todos os direitos e deveres das partes contratantes”, fala a advogada especialista em Direito Público Josiane Mafra. “Uma vistoria minuciosa do estado do imóvel a ser locado também é imprescindível”, finaliza.